Escorpião-amarelo (Tityus serrulatus)
O Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpiãoamarelo, é um escorpião típico do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil; é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças. Possui as pernas e a cauda amarelo-claro e o tronco escuro. A denominação da espécie é devida à presença de uma serrilha nos 3° e 4° anéis da cauda. Mede até 7 cm de comprimento. Sua reprodução é partenogenética (sem a necessidade de machos), na qual cada mãe tem aproximadamente dois partos com, em média, 20 filhotes cada, por ano, chegando a 160 filhotes durante a vida. Devido aos hábitos domiciliares e à periculosidade da picada é responsável pela maioria dos acidentes escorpiônicos verificados no Brasil em região urbana, devido ainda à grande expansão de distribuição nos últimos 25 anos.
Características: Apresenta coloração amarelada, com corpo mais escuro que as patas e cauda.
Pode atingir até 7cm de comprimento. Apresenta serrilhas na cauda.
Distribuição Geográfica: Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Habitat: Ocorre em vários tipos de habitat, sendo facilmente encontrado em meio urbano e
rural.
Alimentação: Insetos.
Reprodução: Vivíparos, em média 20 filhotes por gestação.
Expectativa de Vida em Cativeiro: Até 6 anos.
Status de Conservação (MMA): Dados insuficientes.
Curiosidades: Essa espécie se reproduz tanto sexuadamente, onde há a necessidade de um
macho e uma fêmea, quanto por partenogênese, onde a fêmea produz filhotes sem que haja a
fecundação pelo macho. Nesse último caso, nascem apenas fêmeas.
Acidentes e soros
A picada de escorpião, na maioria das vezes, causa poucos sintomas, como vermelhidão, inchaço e dor no local da picada que dura de algumas horas até dois dias. Entretanto, alguns casos podem ser mais graves, causando sintomas generalizados, como enjoo, vômitos, dor de cabeça, tonturas, espasmos musculares e queda da pressão, suor, palidez, sonolência ou agitação, entre outros. Em casos muito raros, a picada de escorpião pode causar até arritmias e parada cardíaca havendo, até risco de morte.
A maioria dos acidentes não necessita o uso do soro, que é indicado após avaliação médica. Dos 27 casos ocorridos no Estado entre 2017 e 2018, em apenas seis deles (ou 22%) o soro foi necessário. Quatro desses eram crianças, que são mais vulneráveis a complicações, assim como os idosos. Não houve óbitos no período.
Primeiros socorros
Em caso de picada de escorpião, os primeiros socorros são:
- Lavar o local da picada com água e sabão;- Manter o local da picada voltado para cima;
- Não cortar, furar ou apertar o local da picada;
- Beber bastante água;
- Dirigir-se, imediatamente, ao serviço de saúde mais próximo.
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